domingo, 14 de março de 2010

Em alta

Glauco

texto escrito em 13 de março de 2010

Principalmente pela manhã. Perdido disfarçando, esperava meu pai sair pra tomar café, e logo me punha de cotovelos no balcão para folhar o “Folha de S. Paulo”, até chegar no Ilustrada e, por fim, ao que importava: os quadrinhos.

Ah, que diversão! De cara procurava os que mais me interessavam, pra dar risada. Me perdoe o Laerte, mas minha infantilidade não enxergava suas intenções; lia, sim, o Dik, o Adão, o Glauco. Então podia, agora sim, começar o dia, embora logo me detivesse novamente em mostrar uma das tiras engraçadas pra os outros empregados da loja.

Pena! Ontem tomei um susto quando, no agito de ir pra aula, vejo a notícia da morte do pai do Chico bacon e do Geraldão. Involuntariamente essas lembranças me vieram à mente. Anotei na mão o acontecido, pra falar para os amigos. Era o assunto do dia.

À noite, li na manchete que Jesus Cristo era quem tinha assassinado o Glauco; meu amigo disse que a religião é ruim para nós. Triste, pensei que suscetíveis estamos todos a tudo: ao mundo e seus desígnios, às fatalidades e seus sustos, ao Brasil e seus déficits, aos loucos e seus atos, até mesmo a cristo. Trágico!

Hoje temos tiras em branco.

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Andrius, o Romanceiro

terça-feira, 9 de março de 2010

Conto #1

Herói Urbano #1

Cidade grande. Prédios, casas, carros, pessoas, barulho, lixo, poluição.
Dois homens conversam em um beco, armados com rifles planejam roubar a um banco próximo. Eles correm e entram no banco atirando para cima, sinalizando o início do assalto.

Em seu pequeno apartamento, de cueca e assistindo televisão, o super-herói da cidade pressente o perigo e sai, voltando em seguida pois esquecerá de vestir seu uniforme e pegar suas armas de combate.
Já com o uniforme e mascarado para não ser reconhecido, o herói desce de elevador até o estacionamento. A demora o angustia. A porta abre e ele corre para o carro e sai em disparada para o local do crime.

Chegando ao banco ele se prepara, pega as armas e as pessoas, tumultuando, abrem caminho, a polícia também. Ele invade o banco pela porta da frente. No mesmo momento uma bomba de hidrogênio explode no centro levando junto a cidade inteira.
Outro herói urbano sendo atrapalhado pela guerra nuclear que acontecia no mundo.

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Vou tentar escrever outras short stories [tão ruins quanto esse] e postar aqui. =)

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HZ