quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Haicai aos Losers

Não saber vencer.
Perder?!Não, apenas vivo!
Loser, isso é o ser!
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Nelsinho,
"louvores ao deus Loser, e a seus seguidores"

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Haicai ao Loser Club

Num churras com bera
Em Letras, numa miséria
Surge essa galera!
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Nelsinho
"louvores ao deus Loser"

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Hemorragia

" Se me fizesse o favor, querido leitor, de ler http://losergia.blogspot.com/2009/09/sublimacao.html, pois é este mesmo Eu-lírico Loser que vomita seus verbos e que relaciona esses dois textos."

Marcas de Sangue.

Minhas crônicas têm marcas de sangue.
Descobri isso, não metalinguisticamente, mas ainda vivendo, analisando os fatos que circundam a vida do “cronista”, se é que me posso qualificar assim. Essa reflexão surgiu no mundo real e foi voltar-se para o escrito, para o dito imortalizado. Revelou-se como a própria arte do poeta, que enxerga o Belo na natureza e o transpõe poeticamente para o papel. Em muitos desses artistas já vi a obra que fala sobre o obrar, sobre o feitio; textos que os sabidos taxam de metapoéticos. Até mesmo eu já me atrevi a discursar sobre isso, porém hoje procuro mostrar aqui o que passei, estabelecer uma relação indigna entre vida e literatura: notei certa maldade daquela sobre esta.
Notei que minhas crônicas têm marcas de sangue.
Procurei, quase em todos os momentos, retratar uma visão de mundo que, embora velha e conhecida, pudesse causar certo estranhamento, talvez pelo arcaísmo que ela carrega. Pus-me à luta, principalmente, para enxergar, num mundo de pessoas distraídas e sem tempo, as belezas do momento. Meu romantismo empenhava-se - e se empenha – em fruir as paixões, em gozar colo e carinho da amada, em saborear o fruto melhor e não proibido: o amor. As horas que me colocava a escrever eram Sublimações, nas quais viajava em imaginação para os cimos onde me deliciava dos mais puros vinhos e beijos já experimentados; era nessa quimera que residiam Ser e Razão. Ao fim da jornada, sempre tinha um texto lírico e emotivo, brotado da imagem da amada.
As marcas de sangue, insisto, foram trazidas pelo fúnebre Cotidiano. Empírico, grosseiro e estúpido, ele cuspiu na minha cara, tomou-me a honra de romancista e tocou nos meus princípios. Negou-me o pressuposto! Dizia-me, “em quais lugares vês amor, jovem iludido? Que sentimentos há, se perdeu-se o sentir-a-vida? Amor, paz e virtude hoje são sexo, vida boa e dinheiro (respectivamente) – sim, o último engloba todos, uma virtude! não?” O abutre fez-me feder carniça, feriu-me com seu bico de diamante.
Minhas crônicas têm marca de sangue.
Aconteceu que nesta minha vida eu me consumi em exaltar a amada, em demonstrar meu amor, em engrandecer sua beleza, em compará-la à natureza; triste romântico. E a minha bela recompensou-me com um surto, com falsas cartas de amor, com carinhos de dó e não paixão. De dia eu a vi sair, sem se despedir, sem falar o que houve, sem explicações, sem beijos de adeus. Neste momento a adaga da injustiça perfurou meu peito, abriu-me o baú da vitalidade: é injusto um homem amar!
Recusado pelo mundo, sozinho e sem amparo algum me expus ao chão, aguardando pela morte. O meu grito já era incapaz, a Razão sumia-me pelo ventre, os olhos somente as traças enxergavam. Num último suspiro tateei o bloco de notas, rasguei uma folha e juntei-a ao ferimento, estanquei-me a alma.
Sim, minhas crônicas têm marcas de sangue.
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"Acordei e o café havia esfriado"
Andrius, o Romanceiro

domingo, 6 de dezembro de 2009

Tiras #1

Bom, estava com estes planos já a algum tempo mas parece que vou conseguir realiza-lo só agora. Aqui é um Blog para os autores postarem sobre o que quiserem, então vamos lá. Sou assinante de vários Feeds de sites de tirinhas e visito tantos outros e resolvi postar aqui as "melhores" semanalmente. Ao longo do tempo vou colocando alguns autores a mais pra ficar algo bem legal. Mas também não será possível postar tudo que eu recebo por isso vou sempre colocar os créditos em cima pra quem tiver mais interesse.
Espero que gostem.


Niquél Nausea - Fernando Gonsales


Mundo Monstro - Adão


Níquel Nausea - Fernando Gonsales


Macanudo - Liniers


Aleatórias* - Laerte



Por hoje é isso.

*nome nao oficial
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HZ
FreedomForOurMinds

Leitores...

Embora poucos, vocês merecem uma explicação pela falta de posts aqui, não há também motivo para postar um texto gigantesco, o motivo é simples. Todos os autores do Blog são estudantes e trabalhadores [ou não] e estas semanas estão sendo as últimas do semestre, então estamos todos na concentração para terminar o ano com êxito. Mas sem mais preocupações, estamos com um plano nas férias de dar um Up em postagens por aqui.

Aguardem, só mais alguns dias. Enquanto isso postaremos quando sobrar tempo.

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HZ

sábado, 14 de novembro de 2009

Simplistas emoções

Títulos.

Creio que logo no primeiro foco de hierarquia o homem já se mostrou afetuoso em, ao contrário dos muitos que pensam na obtenção de poder, mostrou-se o homem, como dizia, contente em ser reconhecido. E uma forma trivial de reconhecimento são os títulos, e suas variações nominais, que normalmente sobrepõem-se em graduações. Perdoemos-lhe, pois até os anjos devem alegrar-se com nomeações de ordem celestial.
De forma simples, hoje eu sorri ao ver-me reconhecido. Mas não é de hoje que isso me ocorre: já desde pequeno, quando vovó se orgulhava de mim. Porém é a primeira vez que escrevo sobre esse sentimento nobre e modesto, que nada tem a ver com as poluições das traças humanas nomeadas de orgulho, soberba, pedantismo; quando, como dizia mestre meu, “o cidadão esquece-se que tem cu”. Aquele sentimento primitivo o qual dizia nada tem que ver com estas podridões humanas.
Pois então hoje sorri com simplicidade quando me intitularam amigo, alguém que eu jamais esperava, e mesmo sabendo que o título pode ser tão superficial quanto o de Príncipe para os brasileiros os é; ainda assim regozijei. Como quando se olha pra ex-namorada e se reconhece nela: sorriso de malícia nos brota.
Às pessoas contemplativas, embora eu creia que comtemplar é somente um estado, uma inércia muitas vezes adotada para repouso; nada há além de reconhecer: essa é a ação de uso das capacidades intelectuais, quando se usa a razão; e a origem das emoções. Hoje, reconhecendo, emocionei-me: sorri!
Este bom sentimento concorre com uma dor em ver pessoas que não reconhecem o valor da vida. Talvez a ti nada tenha a ver um com o outro, mas é que não vistes o que eu vi. Se não te convenci, analisa as dimensões: Uma coisa pequena, quase banal, revelou-se a mim como grande, até sorri; enquanto que a vida, pedra rara, a muitos se torna banal, objeto de uso, vil substrato. Em que está toda essa diferença? Creio que em reconhecer.


PS: Leitor, sobre o valor da vida hoje não me senti inspirado a escrever. Sossegue, deixemos para outro dia.


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Andrius, O Romanceiro


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sinuca e o LC

[Este post faz parte da História do Loser Club.]

Não só uma simples diversão para os membros do Club, a Sinuca é considerada uma atividade essencial para a sobrevivência própria e do próprio clube.

O chamado "movimento da sinuca" (todos participam do movimento, mesmo sem saber de sua existência) surgiu no primeiro semestre de 2009, aonde Guilherme e Marlon começam a frequentar um bar com mesa de sinuca toda a sexta, claro, com o intuito de jogar. Na época o LC não existia e alguns de seus membros nem se conheciam.
Toda a sexta então, era certo que haveria uma partida de sinuca pós-aula. Após conhecer mais alguns amigos, que futuramente formariam o LC, Guilherme os chama para jogar toda sexta. A cada partida jogadas vão e vem e as pessoas se conhecendo mais até virarem amigas e depois de alguns meses a sinuca foi declarada esporte oficial do pessoal. A partir dai é a formação e formalização do LC.

Quando começamos a jogar, ninguém sabia nada de técnica, acertar a branca já era a melhor jogada. Não que isso tenha mudado, mas os membros mais antigos, e que não traíram o movimento, jogam até que razoavelmente mais ou menos. =P
Contamos com uma pequena lista de recordes propria aonde:
Mais bolas matadas seguidas: 4. Marlon, Guilherme, Eder e Andrius.
Maior numero de bolas brancas encaçapadas na mesma partida: 5

Na nossa mesa o considerado Deus da Sinuca não é nenhum Chapéu, e sim o recordista mundial de tempo no Snooker 147, Ronnie O' Sullivan. Todas as jogadas feitas com muita técnica e precisão são inspiradas e oferecidas a ele, por isso é frequente ouvir seu nome nas partidas.



Desta forma, melhor jeito impossível, acabarei meu post concluindo que a sinuca foi um dos elementos de suma importância para a formação do LC, então: Não Traia o Movimento.

Ah, para nós e Noobs como nós, ficam algumas dicas no link: Dicas de Sinuca

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HZ
Freedom

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Um filme de Hellen Mirren

Um dia desses, eu estava passeando pelo centro quando resolvi entrar em um shopping para ver livros que deviam ser adquiridos para a Faculdade. Eis que em uma das lojas achei DVD’s em promoção. Tinha acabado de receber e não pensei duas vezes. Dentre os diversos títulos disponíveis adquiri “As Três Cores” de Krzysztof Kieslowski, “O Auto da Compadecida” de Guel Arraes, “Tomates Verdes Fritos” (não sei o diretor) e o filme “A Rainha” de Stephen Frears - dentre esses o que menos me chamou a atenção e o primeiro que assisti ao chegar em casa. Ao término da sessão eu estava impressionado, e tudo aquilo que havia me escapado à primeira vez, encheu a tela da segunda. Como não perceber nessa produção todas as qualidades que permitem a um filme o status de “fascinante”?
Após a morte da Princesa Daiana em 1997, tristeza e luto tomam conta da Inglaterra e do mundo. O silêncio de Elizabeth II que se recusa a prestar qualquer tipo de declaração a respeito da morte da “Princesa do Povo”, também mãe dos seus netos Harry e William, aumenta a cobrança dos ingleses que frente à indiferença da Rainha, passam a questionar a serventia da monarquia britânica. O filme se desenrola em meio a uma atmosfera envolvente onde a personagem principal é obrigada a desempenhar não só o papel de monarca mais importante da Europa, mas também de mãe, avó e conselheira do recém eleito Primeiro Ministro Tony Blair.
Dame Hellen Mirren, atriz no papel principal, já havia feito algumas interpretações interessantes como em “Gosford Park” onde fez papel de uma mãe que mata para proteger o filho de uma acusação de morte e “Calendar Girls” onde topou, com 57 anos, tirar a roupa para contar a história real de um grupo de mulheres mais velhas, que fizeram um calendário. Mas sua maior conquista foi mesmo o Oscar merecido pela memorável atuação em “A Rainha”. Atuação esta que sem dúvida alguma é uma das melhores dos últimos 20 anos, não só pela semelhança com a personagem real, mas também pela sutileza dos modos com que retrata essa personagem.
O diretor Stephen Frears, mesmo de “Alta Fidelidade” e “Mrs. Anderson Apresenta” cria todo um ambiente e trabalha mais uma vez com o histórico como já havia feito anteriormente em “Ligações Perigosas”. “A Rainha” apresenta uma montagem interessante: além de mostrar fotos de Daiana, ainda intercala a ficção com documentos históricos, como por exemplo as imagens dos telejornais da época anunciando a morte da Princesa ou as declarações de pessoas que deixavam flores na frente do Palácio de Buckinham, além da regravação do que foi o famoso depoimento da Rainha Elizabeth II. O assunto não é nada fácil de ser tratado justamente pela polêmica que o envolve (vale lembrar que até hoje existem mistérios que rondam a morte da Princesa de Gales além de algumas pessoas que acreditam na hipótese de assassinato cometido por Charles), e poderia até cair no vulgar. Poderia, mas acontece o contrário...temos diante de nós uma só enchente de originalidade.
Os únicos pecados ficam por conta de James Cromwell que apesar de bom ator parece meio mecânico interpretando Príncipe Phillip marido de Elizabeth II e Alex Jennings que simplesmente não explora uma personagem muito importante na situação. Príncipe Charles, marido de Daiana. Michael Sheen, que está impecável e em harmonia das mais raras com Hellen Mirren, também poderia ganhar mais tempo, mas isso é até compreensível já que Mirren e sua atuação acachapante tomam conta do filme inteiro.
O filme é ótimo, só coisas boas podem ser ditas desta que a melhor atuação da carreira de uma das melhores atrizes vivas, e de Stephen Frears em seu melhor momento em Hollywood. O filme vale a pena ser visto por mostrar o outro ângulo da situação (daí a surpresa que o filme causa no espectador), uma outra Elizabeth mais mulher e mais humana, também por colocar de forma brilhante a emoção em conflito com o poder e razão; o filme questiona qual a medida de um e de outro nas relações humanas e nas relações do humano com o poder. Até que ponto é possível esconder nossa personalidade, nossa marca em nossas ações e idéias? Demais para um filme como esses? Não sei, mas alguns até colocam como questão central do filme a dificuldade de escrever. Outros, como é o caso de alguns lingüistas diletante, ainda juram que o filme problematiza a questão de Educação no Brasil que realmente anda muito precária.

Muito bom!!!

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Mestre Belazarte

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Diablo Swing Orchestra

D:S:O, banda sueca que mistura metal, jazz, blues, elementos da musica clássica e utilizam instrumentos diferenciados. Com toda essa mistura de elementos pode-se pensar que o som não é bom, mas vale muito a pena escutar esta banda, pois a qualidade do som e criatividade dos músicos é surpreendente.
A história da banda que é contada é que em 1501 existia uma Orquestra na Suécia de qualidade inigualável, com musicalidade absurda que, de tao envolvente, contagiava todos que a ouviam e que estes viravam seguidores desta orquestra. Porem, com todo este sucesso começaram a achar que a Orquestra enfeitiçava as pessoas e isso fez com que ficasse mal vista pela igreja, que passou a chama-la "Orquestra do Diabo" e condenou seus integrantes a morte. Antes de sua morte, seus membros deixaram uma carta aos seus descendentes para que futuramente reunissem e colocassem a banda de volta a ativa.






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HZ



sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Novo Lay-Out, again

Depois da minha insatisfação com o template antigo, me dediquei em uma jornada procurando um novo para o blog, foram longas horas de procura e testes de novos templates, até que finalmente encontrei este aqui, que não estava totalmente compatível com nossas expectativas. Alguns ajustes foram necessários e o resultado foi este! Estou muito satisfeito com a nova cara do blog.
A área de comentários é nova, temos um "menu" vertical no lado direito com o FEED do blog e um espaço para os leitores entrar em contato com a nossa equipe, também um novo botão de bookmark. Vou adicionar mais alguns gadgets ao longo do tempo e fechar algumas parcerias tbm =D. Espero que gostem tanto quanto eu.

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HZ

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Estréia...

Primeiramente quero fugir um pouco da prática de um texto que visa apenas pautar-se no assunto antes de apresentar o autor. Como um belo integrante desse blog, que é loser por natureza, quero desculpar-me com meus amigos pela demora com que apresento-me. Sou Nelsinho, um curitibano nato, estudante do segundo período de Letras. Meu maior plano, aqui nesse blog, é tentar trazer nos textos discussões que reflitam o realidade da sociedade em que vivemos e das boas ferramentas que usamos, e que os outros usam, para se interagir com o mundo. Bom, de apresentação todos estamos satisfeitos, acredito eu, espero que possa contribuir para enriquecer, cada vez mais, as ideias dos grandes pensadores que postam no Loser Club. Obrigado.

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Nelsinho

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Tá Chovendo Hambúrguer

Atenção: Contém Spoilers!!!

Fui esta segunda, 05 de outubro, no cinema. Totalmente sem programação nenhuma, até porque não fui eu que paguei toda minha entrada, eu e meus amigos assistimos Tá Chovendo Hambúrguer (Cloudy with a chance of meatballs). O filme no geral é maluco, um menino que gostaria de ser o maior inventor de todos os tempos e cria coisas totalmente sem noções para ser reconhecido que vão desde um sapato spray até seu maior projeto, que é o tema do filme, uma máquina que transforma água em comida.



Em um momento do filme, a máquina começa a modificar a estrutura dos alimentos fazendo com que eles fiquem cada vez mais grandes, assim fazendo chover alimentos gigantes, trazendo risco as pessoas da cidade e até do mundo. O mais pirado é que depois a máquina ganha conciência e quando tentam desligar a máquina ela não permite. Mais pirado ainda é que os alimentos também ganham conciência e tentam proteger a máquina. No final nada da certo e a história acaba do jeito mais inusitado possível (que eu não vou contar, mesmo depois de tantos spoilers).
Alguns podem não gostar do filme pela grande variação da história, as coisas acontecem muito repentinamente e muita "viajem" também. Porém eu gostei do filme exatamente por isso, essas coisas absurdas são as mesmas coisas que saem em algumas conversas inspiradas que já tive algumas vezes com uns amigos meus. Até imagino que estas ideias poderiam ter vindo de nossas mentes. Saímos de perguntas totalmente abstratas e chegamos a conclusões totalmente absurdas. É isso ai.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sublimação

Devo resistir?

Não sabia se parava para escrever; embora estivesse experimentando muito do vinho fino que chamamos paixão, pensava jamais poder expressar o que sinto realmente. Sempre escrevo na tentativa de imortalizar meus momentos, sejam eles bons ou ruins, desde que sejam notados. Só escrevo sobre o que vejo de belo na vida, não belo, de bonito, mas sim belo de peculiar.

Creio que nada na vida seja tão peculiar, ou belo, quanto a paixão. Se me responde que o amor é, discordo, pois isso eu nem conheço e jamais vi alguém que tenha escrito sobre esse sentimento tão ideal. Escreveram, sim, sobre paixões, algumas até incessantes, eternas e estáveis. Pois é; talvez amor seja isso, uma estabilidade da paixão; não sei. Mas conceituar não é minha intenção; da paixão sou somente contemplador ou, talvez agora, participante.

Quebrei o ritmo do poema, da poesia da vida. Não consigo mais só viver, tenho de, todos os instantes, sonhar, porque idealismo é pensar nela, vê-la, senti-la sem contato, perceber sua presente ausência, que faz falta. Provei do vinho e gostei, porém ainda não me embriaguei: só me instiga o doce amargo sabor, que persiste, que incinera, que se impregnou em mim e me manchou. Como o sangue da caça no caçador, marca de honra, essa nódoa de paixão representa a honra de um romancista.

Pela amada não foi só à primeira vista que me apaixonei, foram em todos os olhares: nos primeiros e nos enésimos seguintes; olhares que me fizeram em alguns momentos erguer os óculos, e em outros fechar os olhos, para gozar da sublime sensação. Ah! o melhor da vida são as emoções, essas misturas de prazeres carnais e celestiais: Ela é linda! Em uma paisagem bucólica, seus olhos seriam o horizonte, e sua boca as montanhas. Pois então quero uma casa nas montanhas, lá no cimo, onde a pureza é vizinha. Em um céu, seus olhos seriam estrelas e sua boca a lua. Pois então, desejo tocar a lua em um céu sem estrelas: um beijo.

Já desde um tempo que sonho, que alterno minha existência entre realidade e sublimidade. Estou na entrada de um beco sem saída, e perder-se ali é tão fácil quanto não se encontrar no Universo.

Esse céu de ilusão me consome, atrai-me, impele-me. Porém ainda não tenho passaporte, somente aguardo. Talvez a ilegalidade seja a única opção.

Acordei, e o café esfriou.

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Andrius, O Romanceiro.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Curitiba Dia Sem Carro [?]

"Curitiba prioriza bicicletas, pedestres e ônibus no dia sem carro. Trânsito foi restringido em 40 quadras de 15 ruas no centro; capital do Paraná tem 1,67 habitante por veículo."


Tudo começa alguns dias antes de 22 de setembro, a prefeitura faz uma grande propaganda com imagens em outdoors e na televisão pra não sair de carro nesse dia, utilizar meios de transportes alternativos ou o ônibus e fecharam as ruas no centro, não todas, só as que interessavam. Passei pelo centro três vezes nesse dia - por necessidade - e a principio achei interessante a ideia, as ruas estavam calmas, muitas bicicletas passando até perceber o verdadeiro sentido daquilo. Helicópteros, muitas câmeras, fotógrafos, pessoas da TV, radio, etc. E depois que desci algumas ruas, vi que a "campanha" não tinha feito o sentido de "conscientizar a população para a importância de reduzir a poluição ambiental causada por uma frota que se multiplica a olhos vistos". As ruas que não foram bloqueadas estavam com o mesmo numero ou até mais carros que o normal.
Ruas sem carros, bicicletas e pessoas a pé só significam uma coisa pra prefeitura, PROPAGANDA. Algumas boas fotos do centro vazio, reportagens de pessoas falando sobre a importância de não usar o carro, mesmo elas usando o carro sempre, e agora Curitiba pode subir um grau no conceito de Cidade Verde e preocupada com o meio ambiente. Papo furado, a cidade não mudou em nada, no outro dia as ruas continuaram cheias, os carros emitindo poluição e os ciclistas sendo esmagados e lutando por um espaço. Enfim, isso vai ser ótimo para as propagandas politicas do próximo ano...

Notícias: Estadão, Bem Paraná, Curitiba.

ps. um pouco atrasado, mas o texto estava guadardo. =D

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HZ
Freedom

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Culto ao Amor

Boa noite.

Não estou apaixonado, Sou apaixonado. Vivo assim.
Só não consegui ainda me decidir por quem, especificamente, mas isso é um trabalho autônomo, no sentido de que se faz quando quer, no momento que apraz. Escolhe se até a cliente, que diariamente muda, fugaz, mas que as vezes retorna. Não dá nem pra classificar se essa situação é boa ou ruim, depende do lucro e até mesmo do prazer, se é que não são a mesma coisa.
Em uma empreita, hoje, e ontem também, esperei por ela. Pena, não veio. Só não tento entender porque a esperei, se nem havia motivos pra que viesse; talvez me sentia eu o motivo da vinda. É o costume de esperar do sobrenatural, das coisas brotando do invisível, do inesperado, da surpresa, embora como eu já esperava, caso ela tivesse vindo, não seria surpresa, surpresa, aquela tal como acordar bruscamente de um sonho; mas as incoerências da vida e sobretudo dos sentimentos, permitiriam me sentir surpreso.
Na verdade essa espera já começou na sexta, dia da crucificação, segundo dizem, mas nada aconteceu, e amanhã, primeiro-dia-segunda, ou segunda-primeiro-dia, mais compreensível; mas amanhã, ainda esperarei.
Imaginando, os olhos dela me pareceram luas, e por sinal lindos para mim, como o satélite para os lobisomens, se é que estes existem, se é que o impulso que me leva a achar aquelas janelas lindas exista também; mas eram lindos, estavam lindos,não digo foram, pretérito perfeito, pois nada do que passou pode, hoje, parecer perfeito.
Por aqueles olhos eu queria dormir e sonhar, mas era plano escrever. Resolvi intercalar: Vou escrever e sonhar, ou sonhar e escrever. A ordem, ainda não decidi.
Amá-la também é uma dúvida.
Vou dormir, boa noite.

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Andrius, o Romanceiro

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Novo Layout

O LC esta com novo Layout. Após algumas reclamações sobre o Background antigo, resolvi mudar tudo, agora temos um template novo e novos Gadgets para facilitar. Agora você pode add o LC aos favoritos com um só Clique ou Inscrever-se no novo Feed do blog, que vai facilitar a leitura de novos posts. Adicionei também um novo Contador de Visitas, mais completo e uma parte reservada aos Quotes, conhecidas como as "Frases Clássicas", vindas diretamente do Caderno da Vergonha do LC, são mais piadas internas mas são bem legais e serão atualizadas semanalmente. Espero que gostem. Qualquer duvida, crítica, elogio ou sugestão comentem!

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HZ

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Starling

Um post um pouco fora do comum, sobre aves. Outro dia estava tomando café em uma padaria enquanto passava na televisão uma reportagem sobre pássaros, as imagens foram tão impressionantes que ficaram gravadas na memoria até que pesquisei sobre o assunto e aqui está. Post especial para um futuro Observador de Aves do LC.

O Estorninho, Starling em ingles, é uma ave nativa da Eurásia que dentre suas variadas espécies, mede de 15 a 30 centímetros e vive em bandos.



Mas o interessante dessa ave é a evolução dos vôo, podendo fazer rápidas mudanças de direção que até a câmera tem dificuldade de prever seus movimentos. Como ele voa em bandos, as vezes relativamente grande, proporciona grandes shows nos céus. Uma nuvem ou um tornado de pássaros. É realmente uma visão deslumbrante que chega a arrepiar, algo que só a Natureza pode trazer. Aqui não cabem mais textos, o que vale mesmo são as imagens.





Espero que gostem dos vídeos!!!

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HZ
FreedomForYourMind

domingo, 30 de agosto de 2009

Apenas uma vez.

Quando assisti Once pela primeira vez, fiquei simplesmente encantado. Pode até soar meio gay, mas é verdade. Gostei tanto que fiquei até com medo de assistir o filme novamente, com medo que fosse apenas algo momentaneo, que não fosse tão bom assim. Mas hoje, ao assistí-lo pela segunda vez, esse medo foi embora, sobrando apenas o encanto.

Dentre os muitos filmes que vi, pouquíssimos mostram de maneira tão eficiente o sentimento de duas pessoas como este Apenas Uma Vez. Tudo no filme é muito real, e em alguns momentos lembra até um documentário. E a situação vivenciada pelos personagens principais não foge à realidade: um amor impossível. Duas pessoas comuns - apaixonadas e ligadas pela música - que acabam se apaixonando. Porém logo no início do filme é possível perceber que está paixão não terá um final feliz.

Mas será que um final feliz é realmente sempre o melhor final? Eu, sinceramente, acho que não. Muitas vezes apenas ter a companhia de alguém é suficiente. São pequenos momentos, que talvez se a relação tivesse tomado outro rumo, poderiam não ter acontecido ou apenas não seriam tão bons. Bons o suficiente para se tornarem inesquecíveis. Vendo o filme fica impossível não reconhecer isso, e fica impossível impedir que algumas lembranças venham à mente. Talvez por isso os nomes dos personagens principais do filme nunca são revelados: há um pouco de todos nós neles. E um pouco deles e de tudo que vivem em todos nós.

Despertando um sentimento de melancolia, o filme mostra que a realidade nem sempre é como desejamos, e que devemos tentar aproveitar até mesmo isso. Mostra que às vezes é preciso que um sentimento mais forte desperte dentro de nós para que possamos "acordar" e seguir em frente. Pois por mais doloroso que seja, é preciso vivenciar. Ao menos um vez. E quando chegar a hora de ir embora, é sempre melhor recordar aquilo que se viveu do que lembrar que se teve medo de viver.

E apesar de ser quase um musical, pois as várias músicas interpretadas pelo casal durante o filme tem um papel muito importante na história, todas estas músicas são realmente boas. Tanto que uma destas músicas, Falling Slowly, deu ao filme o Oscar de melhor canção original de 2007, além de outros prêmios.

Simples, porém nunca superficial, Apenas Uma Vez é um filme comovente e tocante, que demonstra com naturalidade a beleza dos sentimentos humanos.


Resumindo em uma nota, de 0 a 10: 10.

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Bozaum

Poema.

Só pra não dizerem que não posto nada, segue o primeiro e único poema escrito por mim. Não é grande coisa, mas serve. =)

Brincando com o destino, sem temer o desconhecido que me espera

Não sei se nebulosas frias noites de um amargo outono

Ou suaves brisas de uma sutil primavera

Caminho lentamente, ignorando

essa dor que me exaspera

nunca me esquecendo

quem realmente

eu sou

era

fui

não mais

pois o que passou

prefiro deixar para trás

claro que as boas lembranças

destas não me esquecerei jamais

porém as feridas, mágoas e falsas esperanças

apago-as da memória, pois de temores, bastam-me os atuais.



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Bozaum

Papai Noel e Deus

Depois de assistir o filme Religulous e analisar algumas partes em que Bill cita o Papai Noel cheguei em algumas reflexões dentro e fora do contexto do filme.
Acreditar em Deus e no Papai Noel vem da mesma origem, a infância. Quando criança, temos que ser "bons" para sermos recompensados pelo velho barbudo Noel, o mesmo pensamento de "dar para receber"; então tínhamos que fazer coisas boas durante o ano e no dia 25 de Dezembro ganharíamos nosso tão sonhado presente, embora não fosse, muitas vezez, o que sonhávamos.Mas "cavalo dado não se olha os dentes". Os anos passam, nós crescemos e, um dia, descobrimos algo que muda nossas vidas para sempre: Papai Noel não existe. A partir disso passamos a não acreditar mais nele, simples assim, não pedimos explicações teóricas ou cientificas, fontes históricas, nem nada do tipo [com alguns é diferente, fazem birra, mas o final é sempre o mesmo].Porém não vamos culpar as crianças, elas não sabem disso, não estudaram que a cultura do comércio manipula seus pais a comprarem presentes para elas e dizerem que é o velho de vermelho. A culpa, pois definitivamente elas não são culpadas, era uma coisa que não se podia explicar.
Vamos, agora, um pouco mais além. Depois de velhos [não mais crianças] acreditamos em outro Papai, não o que entrega presentes, mas o que concede desejos. É simples, ao invés de você ser bom o ano inteiro, como fazia quando pequeno, só precisa trabalhar, rezar e, o mais importante, pagar o dízimo. Ao final você pode ter seu desejo realizado, ou não, mas isso não se sabe ao certo qual o método de escolha, se vai matar a fome da criança na África ou ajudar o empresário a fechar seu negocio. Só ele saberá o quê escolher. Contudo isso não vem ao caso. O fato é: qual a diferença em acreditar em um Velho de Vermelho que entrega presentes e um “Homem Invisível” que ouve e concede, às vezes, seus desejos?
Se fosse como antigamente quando não existia ciência e faltavam explicação para as coisas, hoje com toda tecnologia, ciência e informação disponível, as pessoas continuam a acreditar no Papai Noel. É o mesmo que sua mãe falar "filho sou eu que deixo os presentes debaixo da árvore" e você dizer "não, é o papai noel, eu sei que é" [ou "onde estão as fontes?"]. É uma questão de fé? Sim. A fé que se tinha na entrega do presente é a mesma fé que se tem na realização do desejo.
Outro ponto que cabe destacar no filme e que tem a ver com meu texto é a entrevista com o mulçumano na qual ele mostra a Bill a Kaabah e fala que é a pedra de deus que veio dos céus e só pode ser divina porque naquela região não existe tal pedra e Bill responde, "mas é um meteoro", e o individuo ainda insiste, "é a pedra de deus"; chegamos ao mesmo ponto da parte acima, a verdade está estampada e sendo falada, mas ainda prefere-se acreditar que é divino, que é magico. E a ciência não serve de nada. O meteoro, o presente, o desejo, a criação do mundo, a vida eterna e todas as outras coisas que insistem em falar estão no mesmo pacote e serão entregues as crianças de todo o mundo por um Velho Barbudo montado em um trenó voador.
Sendo assim, as conclusões são suas.


Correções: Andrius [Valeu cara]


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HZ

FreedomForYourMind

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Férias L.

Período indeterminado.

Pois agora ponho-me a lembrar tudo o que não fiz: o que eu não impactei; o que eu não li; quem eu não namorei e nem conquistei; pra onde não me mudei; o que não estudei; o que não disse; o que não vivi.
Planejei voar, mas nem sequer levantei a bunda da cama, assim, literalmente. Acabei como vegetal e nem sentimentos consigo expressar: nem melancolia, nem tristeza, nem solidão; nem sei se alegria. Somente sorrio, mas nem aceno. Sorrio porque a filosofia e a literatura me fazem ver além da vida, e nesta ainda há uma razão, uma esperança que está mais no dormir, pois o sono é sempre amigo e fiel.
O importante é as horas passarem, mesmo que eu não saiba contar; válido é contemplar, mesmo que seja o forro sujo ao invés do céu, hoje chuvoso; os móveis em lugar das árvores, gente e não pássaros. Nisso nada tenho a perder, por mais que me passe algo despercebido, é sem valor mesmo, ignóbil, desprezível, verme, e vegetais não comem vermes.
Amanhã nada acontecerá, semana que vem, talvez, quem sabe. Passarão vinte e quatro horas em cada dia, a chuva pode persistir, não comerei bolo, alguém morrerá de gripe, não aqui; gente trabalhará, o gato comerá em torno de quinze vezes, garotas promissoras continuarão ocultas e eu sorrirei: não haverá atualização.
Mas as férias hão de acabar. Até lá durmo, melhor assim.

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Andrius Felipe;
Rabiscos.

domingo, 23 de agosto de 2009

Blog do LC

O Blog do LC foi criado para publicações dos membros sobre diversos assuntos, como Filmes, Jogos, Noticias, Crônicas etc. Você usuário poderá encontrar os assuntos de seu interesse na nuvem de Tags, mas o melhor mesmo é acompanhar sempre as postagens, pois todas serão muito boas. Você poderá também acompanhar as discussões sobre os mesmos temas, pois nosso Blog permite aos autores a possibilidade de opinar sobre os textos um do outro. E ainda podemos discutir sobre algum comentário feito por algum leitor.

O termo do endereço "Losergia" foi cunhado por John e significa a energia que domina e comanda para atos Loser.

Adicione aos favoritos, Comentem e Enjoy!

sábado, 22 de agosto de 2009

Loser Club e sua História

Tudo começa no churrasco de Letras da UTFPR. Nosso amigo Candinho, muito bêbado reclamando da vida, em inglês, proclama para todos os cantos: "I'm Loser!!!" "I'm LOSER" [errado ainda]. Nos dias seguintes, seus amigos lembrando da cena inesquecível começam a chamar todos de Loser, algo que acontecia de errado, era um Loser. Esse grupo de amigos se fortalece e junto a filosofia Loser. Novos títulos vão aparecendo, como o King of Losers, e novas descobertas são feitas também, a Losergia e a Winnergia. Assim como a descoberta dos poderes do Mestre.O movimento Loser foi crescendo, logo, tudo que da errado faz você tornar-se Loser e o que da certo torna-te Winner.
Foi quando o visionário HZ ao assistir ao filme Fight Club pensa em fundar o glorioso clube, Loser Club [LC], e cria a comunidade no orkut onde os membros se encontrar e conversam sobre diversos temas. Mas, novamente o visionário percebe que os assuntos na comunidade são de altíssimonível e que todo esse conhecimento deveria ser expandido e monta uma equipe de autores para escrever em um Blog.
O Club continua crescendo... Esse Blog é o mais novo passo do Loser Club, qual será o próximo?