Boa noite.
Não estou apaixonado, Sou apaixonado. Vivo assim.
Só não consegui ainda me decidir por quem, especificamente, mas isso é um trabalho autônomo, no sentido de que se faz quando quer, no momento que apraz. Escolhe se até a cliente, que diariamente muda, fugaz, mas que as vezes retorna. Não dá nem pra classificar se essa situação é boa ou ruim, depende do lucro e até mesmo do prazer, se é que não são a mesma coisa.
Em uma empreita, hoje, e ontem também, esperei por ela. Pena, não veio. Só não tento entender porque a esperei, se nem havia motivos pra que viesse; talvez me sentia eu o motivo da vinda. É o costume de esperar do sobrenatural, das coisas brotando do invisível, do inesperado, da surpresa, embora como eu já esperava, caso ela tivesse vindo, não seria surpresa, surpresa, aquela tal como acordar bruscamente de um sonho; mas as incoerências da vida e sobretudo dos sentimentos, permitiriam me sentir surpreso.
Na verdade essa espera já começou na sexta, dia da crucificação, segundo dizem, mas nada aconteceu, e amanhã, primeiro-dia-segunda, ou segunda-primeiro-dia, mais compreensível; mas amanhã, ainda esperarei.
Imaginando, os olhos dela me pareceram luas, e por sinal lindos para mim, como o satélite para os lobisomens, se é que estes existem, se é que o impulso que me leva a achar aquelas janelas lindas exista também; mas eram lindos, estavam lindos,não digo foram, pretérito perfeito, pois nada do que passou pode, hoje, parecer perfeito.
Por aqueles olhos eu queria dormir e sonhar, mas era plano escrever. Resolvi intercalar: Vou escrever e sonhar, ou sonhar e escrever. A ordem, ainda não decidi.
Amá-la também é uma dúvida.
Vou dormir, boa noite.
--------------------------------
Andrius, o Romanceiro
Não estou apaixonado, Sou apaixonado. Vivo assim.
Só não consegui ainda me decidir por quem, especificamente, mas isso é um trabalho autônomo, no sentido de que se faz quando quer, no momento que apraz. Escolhe se até a cliente, que diariamente muda, fugaz, mas que as vezes retorna. Não dá nem pra classificar se essa situação é boa ou ruim, depende do lucro e até mesmo do prazer, se é que não são a mesma coisa.
Em uma empreita, hoje, e ontem também, esperei por ela. Pena, não veio. Só não tento entender porque a esperei, se nem havia motivos pra que viesse; talvez me sentia eu o motivo da vinda. É o costume de esperar do sobrenatural, das coisas brotando do invisível, do inesperado, da surpresa, embora como eu já esperava, caso ela tivesse vindo, não seria surpresa, surpresa, aquela tal como acordar bruscamente de um sonho; mas as incoerências da vida e sobretudo dos sentimentos, permitiriam me sentir surpreso.
Na verdade essa espera já começou na sexta, dia da crucificação, segundo dizem, mas nada aconteceu, e amanhã, primeiro-dia-segunda, ou segunda-primeiro-dia, mais compreensível; mas amanhã, ainda esperarei.
Imaginando, os olhos dela me pareceram luas, e por sinal lindos para mim, como o satélite para os lobisomens, se é que estes existem, se é que o impulso que me leva a achar aquelas janelas lindas exista também; mas eram lindos, estavam lindos,não digo foram, pretérito perfeito, pois nada do que passou pode, hoje, parecer perfeito.
Por aqueles olhos eu queria dormir e sonhar, mas era plano escrever. Resolvi intercalar: Vou escrever e sonhar, ou sonhar e escrever. A ordem, ainda não decidi.
Amá-la também é uma dúvida.
Vou dormir, boa noite.
--------------------------------
Andrius, o Romanceiro
Nenhum comentário:
Postar um comentário